• Dani Semmer

Constelações e Saúde


Tecnologia a serviço da vida!

As doenças usualmente são vistas como algo de anormal que ocorre no organismo. Algo que interfere nas funções corporais, mentais e sociais. Na visão cartesiana o doente não é considerado como um todo, único, integral, e sofre uma fragmentação. A atenção, o olhar é para o órgão doente e não para o indivíduo como um todo. Assim, técnicas que visam à cura do fragmento são aplicadas.

Há outra forma de perceber as variações da dimensão da saúde!

Primeiramente o indivíduo se sente doente e depois ele percebe em que consiste a doença. Esta pode ser encarada como um fator externo ao equilíbrio normal do organismo, resultado de uma reação saudável de defesa ou até mesmo de adaptação do indivíduo às condições novas e diferentes.

Existe uma relativa concordância com o argumento de que as doenças sofrem influências de fatores internos e externos ao organismo. Existe a disposição genética para doenças, assim como existem fatores psicológicos, socioculturais e familiares. Dentro da perspectiva familiar, falaremos das questões sistêmicas, ligadas à visão das Constelações Familiares.

Muitos problemas que vivenciamos têm a ver com as relações humanas. Quando elas não funcionam bem, isto afeta o indivíduo e, se afeta intensamente, verificam-se o aparecimento de sintomas físicos.

Usualmente as doenças são vistas como algo mau, do qual queremos nos livrar rapidamente, mas nem sempre é válido combater a doença a qualquer preço. Ela frequentemente manifesta algo que o doente não quer ou não pode reconhecer: uma dificuldade de aceitar algo que está acontecendo, uma experiência do passado, uma tarefa, um caminho que se deve seguir, um corpo desprezado, ou ainda, na filosofia das Constelações Familiares, uma culpa refutada, uma pessoa excluída, entre outras possibilidades.

Nesta perspectiva a doença é algo bom, um processo de cura que obriga uma mudança. Por isso o constelador junta-se a ela, acolhe a doença sem julgamento, sem intenções, e alia-se ao seu motivo ou objetivo. A atenção não deve estar dirigida à doença. Não se trata de alguém ser curado ou não. O trabalho tem o foco no sistema, na família e nas forças que fazem adoecer. Conscientizar o paciente sobre o que adoece e fazê-lo entrar em contato com a realidade para iniciar um movimento de cura são os principais desafios.

A arte do terapeuta consiste, por um lado, em conscientizar o paciente das imagens interiores, atitudes e afirmações de crenças que o fazem adoecer ou o levam a persistir nas doenças e nos sintomas existentes; por outro lado, por meio do processo terapêutico, ela também consiste em fazer com que o paciente entre em contato com realidades que o levam a mudar de atitude, ajudando-o, talvez, a obter o alívio ou mesmo a cura dos sintomas. (HAUSNER, 2010, p. 235).

O constelador deve considerar que a doença também serve ao cliente. Ela representa uma tentativa de solução. Ainda segundo Hausner, ao longo da constelação manifesta-se a atitude do cliente em relação à doença: resistência em fazer contato com o que se mostra, com o aquilo que possivelmente está por traz da doença, rejeição da doença, atitude arrogante, etc. Considerando então que a doença serve ao cliente, representando uma tentativa de solução, um processo de cura ou de mudança, e que o foco deve estar no sistema, na família e nas forças que fazem adoecer, é importante observar como é desafiador o processo terapêutico proposto. O contato inicial com o sistema do cliente e a sua questão, assim como a postura adequada do terapeuta são fundamentais para o sucesso do processo.

O contato inicial com o sistema do cliente e a sua questão, sintoniza terapeuta e cliente com o sistema. Segundo Jakob Schneider o verdadeiro contato acontece no silêncio. O cliente entra em contato com sua vida, sua questão, sem ficar pensando no que vai falar. O terapeuta sintoniza-se com o cliente e a sua família e abandona pensamentos e intenções:

“O verdadeiro contato começa quando o cliente se senta ao lado do terapeuta. A primeira aproximação é silenciosa. Se o cliente começa logo a falar, expondo sua questão ou comentando seus sentimentos atuais ou passados, o terapeuta lhe recomenda que primeiro respire tranquilamente, talvez de olhos fechados, aguarde um momento e confie internamente à solução ainda oculta, ao processo de sua constelação que está próxima e às forças positivas da própria família.

Esse silêncio inicial pode ser muito breve ou durar alguns minutos. Ele serve para entrar em contato e sintonizar com a vibração da alma do cliente e de sua família. Silenciosamente o cliente toma contato com sua vida, seus campos de relação, sua necessidade, seu futuro, sem ficar pensando no que vai apresentar. O terapeuta se acomoda ao cliente e à sua família e também ao “campo maior” onde se inserem. Também ele abandona pensamentos sobre o que virá, abre-se cordialmente ao cliente e ao seu destino e dispõe- se à percepção, deixando-se conduzir pelo campo anímico do cliente e pelas forças necessárias para a solução. “(SCHNEIDER, 2007, p. 62).

Esta conexão facilita a postura de respeito à história do cliente e da sua privacidade, pois quando em conexão com o sistema, quase nada é preciso perguntar. Basta perceber o essencial e concordar com aquilo que emerge, sem intenções e sem julgamento de bom ou mau, de agradável ou desagradável.

Sem julgamentos, o terapeuta precisa acolher a doença em seu coração e deve aliar-se ao seu motivo ou objetivo. O terapeuta precisa abandonar suas intenções e seus medos, sejam elas quais forem, e adotar uma postura de centramento no seu “espaço vazio”. Quando ele confia no sistema, acolhe o que se mostra e o deixa atuar com respeito e confiança, o essencial faz-se visível aos olhos e o processo de solução pode ocorrer.

O constelador não cura. Não é assim que funciona. Ele pode criar um ambiente seguro e condições, através do processo das Constelações, para que o cliente faça contato com suas forças e suas possibilidades. Ele é um catalisador da mudança. O processo de cura acontece de dentro para fora.

O movimento que leva a cura deve ser feito pelo doente, de dentro para fora. Não é possível solução se não houver responsabilização do indivíduo com relação ao processo de construção da doença e da cura. Sem que a pessoa tome responsabilidade sobre ela e sobre o movimento a ser feito, há pouca chance de evolução.

Observa-se frequentemente que, quando o cliente admite que uma doença possa servir a uma causa, ela pode retirar-se, pois cumpriu seu dever.

Esta abordagem sistêmica não vem para substituir nenhum tratamento. Este método não é remédio. Verifica-se a existência de algo sistêmico que possa ser útil ao cliente para que este possa acolher a doença e lidar com ela de forma mais amorosa e tranquila. O que se mostra é que quando os emaranhamentos sistêmicos são trabalhados, a necessidade dos sintomas diminui ou desaparece. Muitas vezes verifica-se que o doente não precisa mais da doença. Atuando em níveis bem diferentes, as Constelações Sistêmicas somam algo aos diversos tratamentos médicos disponíveis, de forma que a saúde possa ser alcançada e mantida.

Assim...

Diferentemente da visão cartesiana, onde o doente é fragmentado, diversos autores vêm abordando o ser humano como um todo, único, integral. As medicinas alternativas como, por exemplo, a Medicina Chinesa, a Homeopatia, a Microfisioterapia, a Ayurveda, assim como a Medicina Quântica e tantas outras, abrem novos horizontes para o tratamento integral do ser humano e vêm colaborando para a compreensão da influência da consciência, da condição espiritual, na gênese das enfermidades físicas e mentais.

Neste contexto, as Constelações Familiares dão um passo adiante.

Abordam o ser humano de forma integral e mais, trazem uma nova perspectiva, olham o sistema como um todo, para a perspectiva multigeracional quanto a origem das doenças.

Trazem uma nova compreensão sobre as causas dos distúrbios e das doenças: dificuldades e conflitos da família, na comunidade de destino. As doenças são, desta forma, sinais de “desordem” na alma da família, processos inconscientes, ocultos, invisíveis e imateriais.

A doença não surge no corpo. Surge em planos mais sutis e se manifesta no corpo. Desta forma, a cura precisa começar nestes planos mais sutis. A medicina traz recursos para curar o corpo, de forma muito eficiente. Curam-se os sintomas, mas, se as causas permanecerem intangidas, outros sintomas aparecerão até que a origem da doença seja tratada. É preciso olhar com amor para onde olha a doença.

Existe sim uma outra forma de perceber as variações da dimensão da saúde. Sem julgamento de bom ou mal. A questão não é mais buscar a cura ou acabar com a doença e sim olhar para ela. Olhar amorosamente. Acolher a doença e o que ela traz. O trabalho ganha então nova perspectiva: foco no sistema, na família e nas forças que fazem adoecer e, dessa forma, tem-se mais chance de sucesso.

Neste sentido, as Constelações Familiares podem ser uma intervenção terapêutica eficaz, junto com o tratamento médico. Elas vão muito além dos conceitos de cura e de solução. Nelas buscamos a paz e a completude.

O trabalho com as Constelações Familiares e com a terapia sistêmica pode ser considerado como uma técnica terapêutica. Porém, ele é muito mais! É uma filosofia, um modo de perceber o mundo e as relações humanas.

Como seria bom se as crianças aprendessem na escola esta filosofia do amor, das relações e da saúde.

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Dani Semmer Desenvolvimento de Pessoas

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